Este blogue será utilizado na nova Unidade Curricular - Metodologias de Investigação do Programa Doutoral Multimédia em Educação. Os elementos do grupo são: Carlota Lemos,Cláudia Cruz, Isabel Araújo, Luís Pereira e Lurdes Martins.

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Mar 10









Stringer, E. (2007). Action Research- Third Edition. London: Sage


A análise de dados em Investigação – Acção deverá ajudar a responder às questões “O quê?” e “Como?”. São identificados dois processos de análise de informação:


1.       Categorização e codificação – através da delimitação de unidades de sentido que sintetizem as experiências/percepções dos sujeitos envolvidos no estudo.


2.       Selecção de experiências-chave e desconstrução das mesmas no sentido de conhecer os elementos que as potenciaram e as caracterizam.


Categorização e Codificação


Os autores referem a pertinência em utilizar termos e expressões dos próprios participantes, de forma a evitar a subjectividade do investigador. É também sugerida uma análise faseada, ou seja, se estivermos a analisar as perspectivas dos diferentes actores educativos, deve, num primeiro momento, analisar-se a perspectiva dos alunos, professores, pais,… de forma isolada e só posteriormente cruzar a informação para saber o que têm de convergente e divergente.


Etapas


1.       Leitura e revisão da informação recolhida – esta etapa pauta-se por diversas leituras da informação recolhida no sentido de o investigador se familiarizar com os dados recolhidos e também no sentido de confrontar esses dados com as questões de investigação, seleccionando, desta forma, a informação mais relevante da acessória.


 


2.       Delimitação de unidades de significado – trata-se da identificação de conceitos e ideias para isolar elementos que permitam criar unidades de significado. Estas tanto poderão ser constituídas por palavras, frases ou conjuntos de frases. Haverá uma reorganização de todo o material, em função das unidades de significado.


 


 


3.       Codificação – as unidades de significado serão organizadas em categorias que serão definidas tendo em conta as questões de investigação, bem como dos objectivos do estudo.


 


4.       Identificação de temas e padrões – o objectivo é encontrar temas transversais a vários intervenientes. Trata-se de um exercício de comparação de informação.


 


 


5.       Estruturação de um sistema de codificação – desenvolvimento de uma nomenclatura onde estejam organizadas todas as categorias e subcategorias delineadas.


 


6.       Desenvolvimento do relatório – é o processo de comunicação dos resultados relevantes. As categorias e subcategorias identificadas poderão auxiliar na estruturação do texto.


 


 


Selecção de experiências-chave


 


Este processo é muito utilizado, por exemplo, nas histórias de vida.


Etapas


1.       Leitura e revisão da informação recolhida – tal como no processo anterior.


 


2.       Identificação das experiências-chave – para cada participante são identificados os eventos ou experiências que pareçam mais significativos.


 


3.       Identificação das características principais de cada experiência trata-se do levantamento das características específicas que contribuíram para a relevância atribuída à experiência.


 


4.       Identificação dos elementos que compõem essa experiência –o objectivo é um conhecimento detalhado e aprofundado dos aspectos intrínsecos a essa experiência.


 


5.       Identificar temas – trata-se de listar as características e elementos das experiências de cada participante e proceder a uma posterior comparação, com o intuito de identificar aspectos comuns ao grupo de participantes.


 


6.       Desenvolvimento do relatório – é o processo de comunicação dos resultados relevantes.


 


Enriquecimento do processo de análise


A metodologia de investigação-acção caracteriza-se por um conjunto de ciclos de acção. Segundo os autores, os primeiros ciclos de acção permitem que o investigador redefina o seu enfoque investigativo e que conheça a forma como os intervenientes primários percepcionam o processo e as modificações introduzidas. Nos ciclos investigativos seguintes deverá existir um confronto com perspectivas de intervenientes secundários e também o confronto com pesquisas bibliográficas. Desta forma consegue-se uma análise holística, pois consideram-se todos os factores que poderão ter impacto na construção de uma solução para o problema identificado.


 


Quadro facilitador do processo de interpretação


São mencionados quatro hipóteses de abordagem para auxiliar o processo de interpretação


1.       Questões interpretativas – Porquê? O quê? Como? Quem? Onde? Estas questões permitem compreender o problema e os contextos descritos. A página 130 apresenta um conjunto de exemplos de possíveis questões interpretativas.


 


2.       Análise Organizacional –o objectivo será conhecer várias interpretações de diferentes secções, departamentos de uma instituição sobre, por exemplo, aspectos problemáticos. Os participantes do processo devem focalizar-se nos seguintes aspectos organizacionais:


 


a.       Visão


b.      Missão


c.       Objectivos


d.      Estrutura da organização


e.      Funcionamento


f.        Problemas


 


3.       Mapas conceptuais – Esta abordagem é mais pertinente quando o problema em estudo como parte de um sistema complexo (ex.: desmotivação escolar, consumo de estupefacientes). Qualquer tentativa de resolução do problema tem de considerar os aspectos sociais que o envolvem.


 


4.       Análise do problema: causas e efeitos – Esta abordagem é similar à anterior, mas focaliza-se na identificação de antecedentes do problema em análise. Esta possível abordagem poderá estruturar-se do seguinte modo:


 


a.       Problema identificado


b.      Principais antecedentes do problema


c.       Outros factos significativos relacionados com os antecedentes


d.      Principais consequências negativas


e.      Outras consequências significativas


 



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