Este blogue será utilizado na nova Unidade Curricular - Metodologias de Investigação do Programa Doutoral Multimédia em Educação. Os elementos do grupo são: Carlota Lemos,Cláudia Cruz, Isabel Araújo, Luís Pereira e Lurdes Martins.

16
Abr 10

 Deixamos a apresentação do grupo CCILL no dia 16 de Abril de 2010.

Tema: Análise e Tratamento de dado

 

 

 


09
Abr 10

Depois de ultrapassado o percalço de ontem, é com bastante alívio que disponibilizamos o endereço da nossa wiki sobre a temática da análise e tratamento de dados. http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/An%C3%A1lise_e_Tratamento_de_dados
Embora todos tenham podido acompanhar as leituras e discussões geradas no seio do grupo através do blog, a wiki apresenta uma redução e sistematização da informação e, como tal, possibilita, esperamos nós, um melhor estudo desta temática.
Relativamente à ideia para a tertúlia, pensámos que uma ideia interessante para a análise e síntese do conteúdo da wiki seria a elaboração de um mapa conceptual. Desta forma, cada grupo, imbuído do espírito colaborativo que tem caracterizado este programa doutoral, elaboraria um mapa conceptual até ao dia 14 de Abril, quarta-feira. Os grupos poderão partilhar dúvidas, questões e reflexões no blog do nosso grupo. Desde já desejamos a todos um bom trabalho.


06
Abr 10









Um link interessante para o nosso trabalho. Numa primeira fase aborda as metodologias básicas da investigação, referindo alguns temas como, identificação das variáveis de estudo, identificação da população e amostra de estudo, planeamento da recolha e análise de dados e interpretação de resultados. Numa segunda fase apresenta alguma noções de estatística, como por exemplo, estatística descritiva e dedutiva ( intervalos de confiança, Testes Qui-quadrado e Fisher, Teste de Student/ANOVA e de Mann-Whiteney/Kruskal-Wallis.


 


http://www.saudepublica.web.pt/03-Investigacao/031-EpiInfoInvestiga/tstudent.htm



Numa tentativa de estruturarmos toda a nossa informação encontrei mais esta fonte de conhecimento que, segundo Norton (Action Research in Teaching and Learning, 2009), é um " web-based textbook in social research methods mainly aimed at undergraduate and graduate students, but useful for the beginning researcher. It covers research philosophy and practice, research design and analysis in an easy to understand and accessible way".

www.socialresearchmethods.net/kb/index.php


Texto interessante que apresenta a aplicação de métodos de pesquisa e de análise quantitativa e qualitativa de dados não tanto no quadro de uma investigação académica pura mas mais no quadro de uma organização ou na área de marketing.


Procura destacar a importância destes métodos como recursos auxiliares no sistema de informação que apoia a tomada de decisão no dia-a-dia tanto do pesquisador como do homem de negócios.


www.fgvsp.br/institucional/biblioteca/pe/raeeletronica/SP000336622.pdf


03
Abr 10

 Obrigatório passar os olhos!!!!


 


Artigo que pode ajudar na estrutura....pelos vistos qualquer que seja  o tipo de análise....existem sempre as duas ...


http://www.ipb.pt/~cmmm/discip/ConceitosEstatistica.pdf.


02
Abr 10
















Sandelowski (2000) sugere que o método misto, ou seja a combinação de amostragens, recolha e análise de dados de tipo qualitativo e de tipo quantitativo é uma opção a ter em conta se queremos expandir a abrangência do nosso estudo ou se queremos aumentar o seu poder analítico. De referir que os exemplos referem-se a investigação no quadro da enfermagem mas podem ser elucidativos e generalizáveis a outros contextos. 


FORMAS DE COMBINAR DIFERENTES TÉCNICAS DE ANÁLISE DE DADOS: 


1 - É possível ligar/relacionar conjuntos de dados qualitativos e quantitativos preservando, ao mesmo tempo, os números e as palavras de cada conjunto;


Isto é feito tratando cada conjunto de dados com as técnicas habitualmente a ele associadas.


Os resultados da análise qualitativa aos dados qualitativos e os resultados da análise quantitativa aos dados quantitativos são depois combinados ao nível interpretativo da pesquisa mas cada conjunto de dados permanece separado. 


2 - Transformar os dados para criar um único conjunto de dados, com os dados qualitativos convertidos em quantitativos ou vice-versa (Tashakkori and Teddlie, citados em Sandelowski, 2000);


2.1 - Processo de “Quantitização” (Quantitizing)

Quando os dados qualitativos são tratados com técnicas quantitativas para os transformar em dados quantitativos. Este tipo de tratamentos pode ser usados para extrair mais informação dos dados qualitativo.  

Exemplo 1: O investigador reduz dados visuais ou verbais (de entrevistas, observações, artefactos ou documentos) a itens, constructos ou varíáveis que com a intenção de significarem apenas uma coisa específica e que, por isso, podem ser representadas numericamente. Isto pode ser feito através da criação de itens para um instrumento para dados decorrentes de uma entrevista.


Os tratamentos quantitativos de dados qualitativos também podem ser usados para retirar mais informação destes dados e para confirmar as impressões que os investigadores têm sobre esses dados.


Exemplo 2: Redução de dados narrativos a uma variável que pode ser correlacionada com outras variáveis.


2.2 – Processo de “Qualitificação” (Qualitizing)


Processo pelo qual os dados quantitativos são transformados em qualitativos. Tal como no processo anterior pode servir para retirar mais informações dos dados quantitativos ou confirmar interpretações a eles respeitantes.

Exemplo: o uso de scores em instrumentos para criar perfis dos participantes – criar retratos verbais ou tipologias deles – em relação aos fenónemos alvo.


Segundo Tashakkori and Teddlie (citados em Sandelowski, 2000) há cinco tipos de narrativa qualitativa ou de maneiras de criar perfis:

Modal – descrição verbal de um grupo de participantes à volta dos atributos que ocorrem com maior frequência. Ex: se a maior parte dos sujeitos tem à volta de 50 anos, o grupo pode ser descrito como de meia-idade

Média – descrição verbal à volta da média de uma atributo


Comparativo - descrição verbal com base na comparação de participantes entre si em um ou mais conjuntos de scores


Normativo - descrição verbal com base na comparação dos scores dos participantes para os scores normativos de um ou mais instrumentos


Holístico - descrição verbal baseado em impressões, em vez de atributos específicos ou pontuações. Os perfis holísticos podem também ser compostos das várias combinações de modal, média, comparativa e perfis normativos.


 

Sandelowski, M. (2000). Focus on Research Methods Combining Qualitative and Quantitative Sampling, Data Collection, and Analysis Techniques in Mixed-Method Studies. Research in Nursing & Health. 23, 246–255. John Wiley & Sons, Inc.


 

 


















TIPOS DE ENTREVISTAS


Existem estruturas de entrevistas conhecidas por "a família de entrevistas qualitativas" (Rubin & Rubin, 1995).


Algumas fontes mencionam apenas dois, ou seja, formal e informal (Fitzgerald &Cox, 1987, pp. 101-102).


Outras fontes referem-se a este processo de investigação, como estruturados ou não estruturados (Fontana & Frey 1994; Leedy, 1993).


 


No entanto, apelo menos três grandes categorias, podem ser identificadas (Babbie, 1995; Denzin, 1978; Frankfort-Nachmias & Nachmias, 1996; Gorden, 1987; Nieswiadomy 1993):


·         entrevista padronizada (formal ou estruturada),


·         entrevista não padronizada (informal ou entrevista não-directiva),


·         entrevista semi-padronizada (semi-estruturadaou semi-dirigida).


 


A entrevista padronizada


 


A entrevista padronizada usa uma lista de questões formalmente estruturada. Os entrevistadores são pedem sugestões de resposta para cada questão.


Pretende-se oferecer acerca de cada assunto um estímulo para que as respostas às perguntas, sejam comparáveis (Babbie, 1995).


Os investigadores supõem que as questões agendadas nos seus instrumentos de entrevista são suficientemente abrangentes para retirar de todos os indivíduos (ou quase todos) as informações pertinentes ao tema do estudo (s).


Eles também assumem que todas as questões foram formuladas de forma a que os indivíduos compreendam claramente o que lhes está a ser solicitado.


 


A entrevista não- padronizada


Em contraste com a rigidez de entrevistas padronizadas, as entrevistas não-padronizadas não utilizam listas de perguntas,  funcionam a partir de um conjunto diferente de suposições em que em primeiro lugar, os entrevistadores começam com a suposição de que eles não sabem de antemão todas as informações necessárias para responder às perguntas.


 


Não existe uma lista de questões pre-determinada e é assumido pelos entrevistadores que nem todos os assuntos terão necessariamente uma correspondência em palavras dado que cada assunto interpretado de diferentes maneiras.


 


Numa entrevista não-padronizada, os entrevistadores devem desenvolver, adaptar e


gerar questões  a  investigar adequadamente para dada situação e para o propósito central das investigações.


Schwartz e Jacobs (1979, p. 40) referem que isto resulta de questões apropriadas e relevantes que surgem durante a própria entrevista.


A entrevista não-padronizada  é utilizada, às vezes, durante o decurso de pesquisas de campo para aumentar as observações.


Estas entrevistas permitem que os investigadores possam obter informações adicionais sobre vários fenómenos que eles observam ao realizar questões aos participantes


Em alguns outros casos, as entrevistas não-padronizados são úteis quando


pesquisadores não estão familiarizados com os estilos de vida(religiosos, culturas étnicas e costumes) dos entrevistados.


 


Entrevista Semi-padronizada


Localiza-se algures entre o extremo da padronização completa e a estrutura não- padronizada. Este tipo de entrevista envolve a execução de uma série de

perguntas pré-determinadas e / ou tópicos especiais. Estas perguntas são tipicamente

feitas a cada entrevistado numa sistemática e consistente ordem.


As questões padronizadas devem ser formuladas em palavras familiares aos entrevistados e as questões não-padronizadas podem reflectir a forma como os indivíduos compreendem o mundo.


 


01
Abr 10

A análise dos dados pode ser definida como consistindo em três fluxos concomitantes de

acção: redução de dados, visualização de dados e conclusões e verificação (ver também

Huberman & Miles, 1994, pp. 10-12).

Redução de dados:

 - Os dados qualitativos precisam de ser reduzidos e transformados, de modo a torná-los mais facilmente acessíveis, compreensíveis e para extrair vários temas e padrões.

  - reconhece a natureza volumosa de dados qualitativos em estado bruto, é necessário focalizar, simplificar e transformar os dados brutos numa forma manejável. Frequentemente, a redução de dados ocorre ao longo da vida do projecto de investigação.

 

Por exemplo, depois das entrevistas concluídas e horas de fitas de áudio criadas, as entrevistas também são transcritas para impressão através de programas de processamento de texto

e / ou computador baseado em formatos de análise textual.

 

Como o projecto continua, outros elementos da redução de dados irão decorrer (resumos, identificação de temas de análise, etc.).

Esta redução de dados e de transformação do processo decorre durante todo o período da pesquisa.

 

Exibição de dados:

 - destina-se a transmitir a ideia de que os dados são apresentados como um conjunto organizado de informações que podem ser elaboradas analiticamente através de :

 

·         tabelas de dados

·         fichas de registo dos temas

·         resumos ou proporções das diversas declarações

·         frases ou termos

Estas exposições auxiliam o pesquisador na compreensão e / ou observação de determinados padrões nos dados, ou determinar que uma análise adicional ou acções devem ser tomadas.

 

Conclusões e Verificação:

A última actividade consiste na conclusão elaboração e verificação.

Durante todo o processo de investigação, o investigador A verificação é na verdade uma dupla consideração. Em primeiro lugar, as conclusões da elaboração dos padrões devem ser confirmados, verificados para garantir que eles são reais. Isto pode ser feito pelo investigador através de uma cuidadosa verificação do  caminho que o levou a tal conclusão,ou seja, percorrendo as várias etapas de análise que levou até à conclusão).

Ou, pode optar por ter outro pesquisador a analisar e tirar conclusões para testar as suas próprias conclusões.

Em segundo lugar, a verificação envolve assegurar que todos os procedimentos utilizados para chegar a conclusões foram claramente articuladas.

Desta forma, outro pesquisador poderia replicar o estudo ea análise de procedimentos e tirar conclusões comparáveis.

 

 

TIPOS DE ENTREVISTAS

Existem estruturas de entrevistas conhecidas por "a família de entrevistas qualitativas" (Rubin & Rubin, 1995).

Algumas fontes mencionam apenas dois, ou seja, formal e informal (Fitzgerald &Cox, 1987, pp. 101-102).

Outras fontes referem-se a este processo de investigação, como estruturados ou não estruturados (Fontana & Frey 1994; Leedy, 1993).

 

No entanto, apelo menos três grandes categorias, podem ser identificadas (Babbie, 1995; Denzin, 1978; Frankfort-Nachmias & Nachmias, 1996; Gorden, 1987; Nieswiadomy 1993):

·         entrevista padronizada (formal ou estruturada),

·         entrevista não padronizada (informal ou entrevista não-directiva),

·         entrevista semi-padronizada (semi-estruturadaou semi-dirigida).

 

A entrevista padronizada

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