Este blogue será utilizado na nova Unidade Curricular - Metodologias de Investigação do Programa Doutoral Multimédia em Educação. Os elementos do grupo são: Carlota Lemos,Cláudia Cruz, Isabel Araújo, Luís Pereira e Lurdes Martins.

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Fev 10

Depois de várias pesquisas sobre a relação entre o pbl e tecnhological networks encontrei este artigo com uma ideia que considero interessante e cuja abordagem valha a pena explorar.


Os autores sugerem que a dificuldade de integração da tecnologia está relacionada com o que designam "technological pedagogical content knowledge" (TPCK). Para Hyo-Jeong e Bosung os professores têm dificuldade em entender a ligação complexa entre tecnologia, pedagogia e conteúdo porque estes elementos são quase sempre ensinados isoladamente na formação de professores.


Talvez seja esta uma das possíveis explicações que levam a que, segundo Tony Bates, a tecnologia não esteja a "abanar" o sector universitário.


 


www.ascilite.org.au/ajet/ajet25/so.pdf


comentários:
Considero a associação muito pertinente. Num estudo que fiz há alguns anos - sem a vertente tecnológica ou, pelo menos, não presente de uma forma tão vincada - cheguei a conclusões semelhantes relativamente à importância do Conhecimento Pedagógico de Conteúdo. Com a inclusão da tecnologia e de mais uma variável nesta equação, estes resultados não me surpreendem de todo. Em suma, o que é que acham que se deve fazer ao nível da formação inicial (e contínua) de professores em face disto?
lpedro a 24 de Fevereiro de 2010 às 16:15

Penso que o primeiro passo para alterarmos esta situação parte por reforçarmos, continuamente, a ideia que Tony Bates tão bem definiu: "Good teaching may overcome a poor choice of technology but technology will never save bad teaching". De facto a tecnologia foi, por muitos, divinizada, mas de uma forma ingénua e até arcaica. Como diz Papert, não há mal nenhum em usar os avanços tecnológicos para fazer velhas coisas (como dar aulas com powerpoints) mas é preciso ir mais além da simples apresentação e constatação da existência de novas ferramentas e das suas potencialidades.
Na linha de pensamento de outros autores (Mishra & Koehler, 2006; So & Kim, 2009) penso que é de explorar a vertente do PBL no design dos próprios cursos de formação de professores. As características do PBL (patentes na nossa Wiki) são potenciadoras para a aprendizagem ao nível da criação de tarefas autênticas e aprendizagem colaborativa, centrada no aluno e facilitada pelos professores. Usar o PBL para este fim, seria quase como torná-lo simultaneamente processo e produto (So & Kim, 2009), o que poderia facilitar a interiorização, por parte dos professores, das relações entre conteúdo e conhecimento pedagógico e tecnológico.
lmsapereira a 27 de Fevereiro de 2010 às 10:56

Luís desculpa só agora comentar, pois achei este artigo muito interessante mal o li, mas o nosso trabalho como sabes ocupou-nos efectivamente muito tempo. Concordo totalmente com a frase que destacas-te: Good teaching may overcome a poor choice of technology but technology will never save bad teaching ". Pois a tecnologia é uma “peça” no puzzle do processo de ensino/aprendizagem. É importante saber utiliza-la. Por estranho que pareça, os recentes licenciados em Ensino não estão muito sensibilizados para este facto, provavelmente a uma lacuna de formação de base.
iaraujo a 6 de Março de 2010 às 18:13

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