Este blogue será utilizado na nova Unidade Curricular - Metodologias de Investigação do Programa Doutoral Multimédia em Educação. Os elementos do grupo são: Carlota Lemos,Cláudia Cruz, Isabel Araújo, Luís Pereira e Lurdes Martins.

05
Mar 10

Agora que está quase completo o projecto Collaborative Networked Learning, seria interessante reflectirmos sobre a viabilidade desta metodologia de projecto na escola de cada um de nós. Embora a nossa proposta seja para o ensino superior, poderá ser também pertinente pensá-la noutros ciclos de ensino, com as devidas adaptações, claro!


 


 


comentários:
O contexto do Instituto Politécnico onde trabalho é ligeiramente diferente do que serviu de base ao nosso projecto. Nos cursos do Departamento de Gestão (os cursos que lecciono) existe uma unidade curricular no segundo semestre do terceiro ano intitulada Projecto. Trata-se de uma unidade curricular em que, no plano teórico se apregoa a transdisciplinaridade, relacionamento de conteúdos, mas que, na prática e de acordo com o programa da unidade curricular, continua a assentar num "método expositivo nas aulas síntese para o conjunto dos alunos". Há geralmente dois docentes responsáveis pela unidade curricular, que acompanham, regulam e avaliam quer o processo quer o produto. Efectivamente, nas intermináveis Assembleias de Departamento há quem defenda que em vez de se concentrarem esforços na rearquitectura das unidades curriculares, a discussão deve ser muito a montante disso e centrar-se nas competências que se pretende que os alunos desenvolvam. Contudo, são ideias que nunca deixam de ser isso mesmo... ideias. A falta de formação pedagógica parece-me também contribuir para esta visão insular das unidades curriculares. Continua a insistir-se no saber e no saber fazer, de tal forma que quando se tenta utilizar metodologias activas até os próprios alunos reclamam que estão na escola para aprender e não para “dar as aulas”. Mudar mentalidades é um processo moroso. Talvez seja uma questão de tempo, mas não vislumbro, a curto prazo, que a metodologia de projectos seja implementada no IPV. O facto de conhecer casos de professores que, na sua disciplina, têm tentado trabalhar numa filosofia de Problem Based Learning é já algo positivo e, quem sabe, se outros docentes, ainda que paulatinamente, não se deixam contagiar.
lurdesmartins a 5 de Março de 2010 às 20:04

O facto de se ter trabalhado sobre um curso da ESTG IPVC , nomeadamente o curso de TCGM , considero pertinente referir que este curso desde o momento da sua criação tentou sempre apostar na realização de projectos onde todos os docentes desse semestre deveriam pensar num trabalho transdisciplinar. Estamos a falar numa 1º versão do curso, que na altura de designava-se por Engenharia da Computação Gráfica, antes do processo de Bolonha. A comissão que criou este curso, assim como as comissões que foram responsáveis pela reestuturação do curso quando a sua passagem a uma Licenciatura Bi-etápica de Engenharia da Computação Gráfica e Multimédia até à actual reestruturação de adequação ao Processo de Bolonha, cujo nome é, Tecnologias da Computação Gráfica e Multimédia, sempre se preocuparam com a dinamização de projectos semestrais transversais. Contudo em termos práticos têm surgido, tal como foi referido, no nosso trabalho, alguns problemas. Penso que o projecto CNL poderá ser mais exigente para os docentes, mas relativamente aos nossos alunos de TCGM tenho as minhas dúvidas, pois vai diminuir o elevado número de trabalhos no final de cada semestre e promover uma maior articulação entre as diferentes unidades curriculares. A implementação de um projecto como o CNL , é um passo para uma mais efectiva adequação ao Processo de Bolonha e provavelmente uma metodologia a ser adoptada noutros cursos não da ESTG , mas em todas as escolas do IPVC .
iaraujo a 5 de Março de 2010 às 22:58

Parte da minha actividade profissional é realizada, neste momento, em escolas de 2º e 3º ciclo e considero que esta metodologia poderia ser um passo importante para fazer relacionar e ligar as aprendizagens que se fazem com a vida real, fora da escola. Os alunos continuam a sentir que estudam coisas que não servem para nada, sem qualquer tipo de aplicação.
Por outro lado, a investigação prova que se aprende fazendo, agindo. Talvez com este tipo de metodologia se pudesse alterar a espiral descendente ao nível da motivação, do interesse e até das próprias capacidades dos alunos.
lmsapereira a 6 de Março de 2010 às 19:48

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