Carmo, H. e Ferreira, M.M. (1998). Metodologia da Investigação. Guia para auto-aprendizagem. Lisboa. Universidade Aberta.
Segundo os autores, muito se tem discutido sobre as vantagens e inconvenientes relativos à adequada utilização dos métodos quantitativos e de métodos qualitativos em trabalhos de investigação em Ciências Sociais, assim como sobre a possibilidade de uma combinação dos dois métodos.
Segundo Reichardt e Cook (1986), citados pelos autores, o paradigma quantitativo é orientado por uma concepção global positivista, hipotético-dedutiva, particularista, orientando-se, essencialmente, para os resultados e o paradigma qualitativo requer uma concepção global fenomenológica, indutiva, estruturalista, subjectiva que se orienta para o processo, sendo importante o contexto de acção.
Características dos métodos qualitativos
Os autores consideram essencialmente as seguintes características nos métodos qualitativos:
Indutiva – os investigadores analisam a informação de “forma indutiva”; compreendem os fenómenos a partir de padrões resultantes da recolha de dados e da análise dos dados que se encontram inter-relacionados; não procuram a informação para verificar hipóteses;
Humanística – os investigadores tentam conhecer os sujeitos da investigação como “pessoas”, experimentando as suas vivências diárias, sendo fundamental o contexto dos actos, palavras e gestos;