Concordo com a Cláudia quanto à complexidade deste tema. Penso que tal deriva, não só dos termos técnicos mas também da sua utilização descontextualizada do real e da parte prática.
No sentido de tentar clarificar um pouco mais esta questão reporto-me a Carmo e Ferreira (1998).
Métodos Quantitativos:
Utilização ligada à investigação experimental ou quasi-experimental o que pressupõe:
- observação de fenómenos;
- formulação de hipóteses explicativas desses fenómenos;
- controlo de variáveis;
- selecção aleatória dos sujeitos de investigação (amostragem);
- verificação ou rejeição das hipóteses mediante recolha rigorosa de dados, sujeitos depois a uma análise estatística e uma utilização de modelos matemáticos para testar essas mesmas hipóteses;
Implicam:
- Revisão de literatura pertinente - essencial para:
- a definição dos objectivos do trabalho
- a formulação de hipóteses
- a definição de variáveis
- Plano de investigação estruturado pelo investigador, com:
- objectivos e procedimentos de investigação indicados pormenorizadamente
- Testes para testagem de hipóteses (entre outros):
- teste t
- teste de Mann-Whitney;
- ANOVA (análise de variância);
- MANOVA (análise da variância multivariada);
Limitações:
- Complexidade dos seres humanos;
- Estímulo que dá origem a diferentes respostas de acordo com os sujeitos;
- Grande número de variáveis cujo controlo é difícil ou impossível;
- Subjectividade por parte do investigador;
- Problemas da validade e fiabilidade dos instrumentos de mediação;
validade de um instrumento - adequação para medir o "objecto" de estudo;
fiabilidade de um instrumento - capacidade para que diferentes investigadores obtenham resultados iguais.
Carmo, H. e Ferreira, M. (1998). Metodologia da Investigação - Guia para auto-aprendizagem. Universidade Aberta